“Doeu? Nada!” Secretário topa desafio de Gandini e testa sensor de glicose

today20 de março de 2025
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Em clima de descontração, secretário da Saúde “mostra o físico” e aplica sensor de monitoramento contínuo de glicose, para reforçar importância da tecnologia para crianças e adolescentes diabéticos de até 18 anos

A reunião na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), na Enseada do Suá, em Vitória, era de trabalho, mas não faltou descontração. Durante o encontro com o deputado Fabrício Gandini (PSD), presidente da Frente Parlamentar para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Diabetes da Assembleia Legislativa, para discutir a oferta gratuita do Monitoramento Contínuo de Glicose (CGM) na rede pública, o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, precisou tirar parcialmente a camisa social para receber o sensor no braço.

Ao perceber que sua manga longa dificultaria a aplicação do dispositivo, Tyago deu uma saída estratégica até o banheiro e voltou com o braço direito livre, revelando o físico. Entre brincadeiras, garantiu que “a boa forma vinha das partidas de futevôlei”, arrancando risadas da equipe.

Mas o momento divertido, que ocorreu ontem (19), no gabinete do secretário, não tirou o foco do compromisso sério. Gandini, que também aplicou um sensor para reforçar a importância do monitoramento, mas preferiu trocar de camisa no banheiro, destacou que seu Projeto de Lei 793/23 propõe garantir essa tecnologia gratuitamente para crianças e adolescentes de até 18 anos com diabetes mellitus tipo 1.

“Uma criança precisa ser furada até oito vezes por dia para medir a glicose e aplicar insulina. Isso significa dor, sofrimento e um enorme desafio para as mães. O monitoramento contínuo elimina o uso de agulhas e garante um controle muito mais eficiente da glicemia, prevenindo complicações graves como problemas oftalmológicos, renais e cardíacos”, explicou o deputado, que foi diagnosticado com diabetes tipo 2 há oito anos (aos 37) e tem dado atenção especial à causa.

Ao testar o sensor na prática, Tyago Hoffmann foi indagado: “Doeu?” Ele rebateu, de imediato: “Nada!”. E aceitou o desafio de usá-lo pelos próximos 14 dias. Durante esse período, ele poderá acompanhar suas variações glicêmicas em tempo real, acessar gráficos detalhados sobre os níveis de glicose e entender melhor como a alimentação e outras condições influenciam esse controle. Tudo por meio de um aplicativo no celular, baixado durante a reunião.

O secretário se comprometeu a analisar a viabilidade do projeto junto ao governador, uma vez que o sensor já é usado por alguns pacientes do SUS no Estado.

“Recebo muito bem essa demanda do deputado Gandini, que é parceiro e atento às causas da saúde. O Espírito Santo já é referência no país em disponibilizar tratamentos para o diabetes, e vamos olhar essa proposta com muito carinho para avançar nessa pauta tão importante para o SUS capixaba”, garantiu Hoffmann.

A coordenadora da Associação dos Diabéticos do Espírito Santo (Adies), Lorena Bucher, que também participou da reunião, reforçou a expectativa de ampliação desse direito: “O Espírito Santo já se destaca no tratamento do diabetes, e tenho certeza de que esse atendimento só vai avançar.”

O encontro contou ainda com a participação do médico Fábio Chaves e da subsecretária de Atenção à Saúde, Carol Sanches, que auxiliaram no debate técnico sobre a implementação da medida.

Com essa iniciativa, Gandini segue firme no compromisso de melhorar a qualidade de vida dos mais de 270 mil diabéticos capixabas e ampliar o acesso a tecnologias que fazem a diferença na saúde pública.

crédito Wilbert Suave

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